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Conheça os acontecimentos que, segundo José Ortega y Gasset, contribuíram para o surgimento do homem-massa


Imagem: Google Images
Conforme Ortega y Gasset, depois da 1ª Guerra Mundial acontece o êxodo rural, as pessoas imigraram do campo para a cidade a procura de melhores condições de vida. Ocorre uma aglomeração claramente visível na cidade e o lugar das minorias passa a ser ocupado pela massa. Multidões que antes eram divididas de forma proporcional geograficamente, agora compartilham de um único determinado espaço. As multidões roubam o lugar dos protagonistas; as vozes destes se vão e passa a existir somente o coro.
É importante explicar que o conceito de multidão é quantitativo e visual. Ortega y Gasset, ao converter a ideia de multidão para a terminologia sociológica e chegar a ideia de massa social, apresenta esta numa determinação qualitativa: “é a qualidade comum, é o mostrengo social, é o homem enquanto não se diferencia de outros homens, mas que repete em si um tipo genérico”, este seria o homem médio.
Entretanto, Ortega y Gasset diz que “o homem que agora tenta pôr-se à frente da existência europeia é muito diferente daquele que dirigiu o século XIX, mas foi produzido e preparado no século XIX”. O autor explica que nesse “mundo” do século XIX e começo do século XX encontravam-se perfeições e amplitudes, que sugeriam aos seus habitantes uma segurança tremenda de que dali em diante tudo seria ainda melhor, como se fosse crescer inesgotavelmente. Em a Rebelião das Massas, é dito que o mundo do século XIX e começos do século XX acomoda o homem, o qual é, inclusive, comparado a uma criança mimada.
Sobre isso, Ortega y Gasset defende que influenciou no que vemos hoje: dificilmente se encontra um homem que duvide que a tendência do mundo tecnológico seja sempre avançar. Está diluída na cabeça das pessoas a ideia de que vivemos em um mundo técnica e socialmente perfeito, produzido pela natureza, o que é um absurdo, pois foi o esforço de outros que o produziu.
Outro fator ao qual José Ortega y Gasset chama atenção para o surgimento do homem-massa é o fato da especialização dos indivíduos no séc. XIX, mais precisamente “quando em 1890 uma terceira geração assume o comando intelectual da Europa”, que é o momento onde “encontramos com um tipo de científico sem exemplo na história. É um homem que [...] conhece apenas determinada ciência, e ainda dessa ciência só conhece bem a pequena porção em que ele é ativo investigador”. Ortega y Gasset vai ainda, entretanto, dizer que “ao especializá-lo a civilização o tornou hermético e satisfeito dentro de sua limitação; mas essa mesma sensação íntima de domínio e valia o levará a querer predominar fora de sua especialidade”, levando o homem a ser homem-massa, ainda que oposto ao homem-massa enquanto dentro de sua especialidade, o que é ínfimo se comparado a todas as outras esferas da vida.
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Carlos Rodrigo

Escritor, fotógrafo, filmaker, graduando em Jornalismo, idealizador do Projeto Caça-fantasmas;.

2 comentários:

  1. Olá, Carlos, adorei o seu blog! Sou futura vestibulanda, e quero cursar jornalismo. Você poderia me passar seu e-mail ou Instagram/Facebook para conversarmos? Obrigada :)

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    1. Olá, Lorrany (:
      Fico feliz pelo interesso no jornalismo e sua leitura do meu blog.
      Meu instagram: @CcarlosRodrigo (www.instagram.com/ccarlosrodrigo).

      Abraço ^^

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